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domingo, 18 de novembro de 2012

Optar ou renunciar


Entregar-se a um amor é abandonar outros? 
 Afastar-se... ainda que, opção feita por "lúcidas razões", é assumir o risco da frustração pelo que se deixou de viver?
 ”...no amor, ganha quem foge...” ou “...no amor, é mais forte quem cede...” ???
 São dilacerantes as divisões internas de que é feita a tarefa de viver e amar.
 Como aceitar as próprias limitações e os caminhos contraditórios das escolhas, que conduzem as "nossas verdades" mais profundas?
 "Séculos e séculos de repressão ao corpo e de identificação do prazer com o pecado ou o proibido fizeram uma espécie de cárie na alma humana .
" É uma impossibilidade viver o que se quer?
 QUEM DISSE? 
 Por que existe a certeza antecipada de que o amor gera ou arrependimento ou frustração?
 Viver implica aceitar essa dolorosa e desafiante tarefa: a de enfrentar o amor como a maior das maravilhas e que se nos apresenta sob a forma de enigma. 
 Tudo o que se move dentro do amor está carregado de enigmas.
 E com o enigma dá-se o seguinte: enfrentá-lo não é resolvê-lo.
 Mas quando não o enfrentamos, ele (enigma) nos devora. 
 Enfrentar o enigma é aquecer e encantar a vida, é aprender a viver; é amadurecer. 
 Exige trabalho interior penoso, grandeza, equilíbrio e auto-conhecimento. 
 O contrário não é viver:
 é durar.
 (Texto adaptado de Arthur da Távola) 

 beijocas 
Low

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