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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O amor não morre


O amor não morre.
 Ele se cansa muitas vezes.
 Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos. 
Não é preciso confundir fadiga com desamor.
 O amor ama.
 Quem ama, ama sempre.
 O que desaparece é a musicalidade do sentimento.
 A causa?
 O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. 
São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas... o outro já sabe!
 Falta magia.
 Falta o inesperado. 
 O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho.
 Nada mais a fazer.
 Muitas pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos.
 Outras procuram aventuras.
 Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressado diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos. 
 Não é possível uma vida sem amor.
 Ou com amor adormecido. 
 Se você ama alguém, desperte o amor que dorme!
 Vez ou outra, faça algo extraordinário.
 Faça loucuras, compre flores, ofereça um jantar, ponha um novo perfume...
 Não permita que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o que fazer da vida.
 Reconquiste!
 Acredite: reconquistar é uma tarefa muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito maior.
 Mas... sabe de uma coisa? 
Vale a pena! 
Vale muito a pena!

 Letícia Thompson

 Bom Dia 
Low

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