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terça-feira, 12 de agosto de 2014

O doce lado da inveja


Não há como fugir: alguma hora, a grama do vizinho é – e sempre será - mais verde.
 Não adianta termos o que precisamos.
 Estamos sempre em busca de mais. 
Não importa se não nos cabe, não interessa se aquilo não nos trouxer a menor alegria no final.
 A verdade é que sem auto-conhecimento e sem simplicidade, a vida pode parecer pequena demais diante de tanto sonho.
 E o sentimento que fica?
 Uma insatisfação ali, uma inveja que volta-e-meia a gente tenta esconder.
 E a gente jura de pé junto que não sente nada de ruim no peito. 
Afinal, crescemos com a idéia de que tudo isso é feio. 
Muito feio.
 É, eu concordo que inveja é um sentimento vagabundo.
 Mas, se prestarmos atenção, é possível transformar o tal pecado em algo bem mais proveitoso.
 Quer ver só? 
Sentiu um incômodo ao saber que sua amiga foi promovida e ganhou um aumento inacreditável?
 Bom, pra começar, sorria.
 De coração.
 Recicle o sentimento dentro de você.
 Comemore com ela, pegue-a como exemplo e transforme aquelas invejazinha em pura fonte de inspiração. Mas, entenda uma coisa: a ordem não é copiar ninguém. (Afinal, onde está sua personalidade?).
 Encontre seu estilo, seu jeito de lidar com a vida, suas próprias limitações.
 Descubra-se. 
Se aceite.
 E mãos à obra!
 Eu, por exemplo, invejo deliciosamente a escritora Adélia Prado.
 Cada frase dela é, para mim, um abalo no meu possível orgulho, um aviso que eu ainda não estou preparada, um ensinamento contínuo de que – sim! - podemos ser melhores a cada linha.
 Pois bem. 
Era isso o que eu queria dizer em tempos de muitos pecados e ligeiras confissões.
 Sentimentos pouco nobres habitam todos nós e não há como fugir disso. 
O importante é o que iremos fazer com eles.
 E o que eles poderão fazer com a gente...
(Se deixarmos).
 Fernanda Mello 

 Bom Dia 

 LOW

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