sábado, 2 de junho de 2012

Desprender-se para focar


Em algum grau, todos temos consciência de que se apegar a ideias, objetos e pessoas de maneira excessiva nos causa muito sofrimento e perda de energia. Não restam dúvidas de que um dos comportamentos mais desafiadores de serem praticados atualmente é o desapego.

Desde pequenos somos cercados de objetos de consumo que nos são apresentados como “essenciais” para uma vida mais feliz. Com o passar do tempo, e nossa convivência em grupo, essa necessidade de ter aumenta, uma vez que para nos destacarmos precisamos ser diferentes ou pelo menos nos apresentarmos da mesma forma que o outro.

Numa sociedade capitalista, que cada vez mais visa o lucro, é complicado ter desprendimento. Porém não é imposível. Somos educados para “ganhar a vida”, às vezes a qualquer custo, para mudar de classe social, vencer e estar sempre à frente. Tudo isso é muito bom, mas se nesse meio tempo não criamos discernimento suficiente para separar o “joio do trigo”, torna-se mais desafiador, lá na frente, se desprender do que já consideramos como parte fundamental de nossas necessidades.

Nesse jogo, do qual fazemos parte mesmo sem querer ou sem ser convidados, é preciso ter jogo-de-cintura e não se tornar uma presa fácil de armadilhas que criamos para nós mesmos.

Daí a importância de não perder o foco do crescimento interior e da necessidade de buscar o conhecimento para ter uma vida mais equilibrada. Quem quer fazer tudo ao mesmo tempo pode até se dar bem num primeiro momento. Mais tarde, com certeza, terá de amargar algum prejuízo.

Ter um objetivo, um projeto ou um planejamento tem se tornado essencial para viver de forma mais tranquila e satisfatória. Ter foco é saber o que queremos e que rumo estamos tomando. Com ele, fica mais fácil vencer os obstáculos e retomar os trilhos sempre que uma tempestade nos tirar do caminho.

Conversando com um amigo, dia desses, analisamos o grau de centramento de pessoas que conhecemos em comum. Descobrimos que, infelizmente, a maioria vive ao “sabor dos ventos”. Embora não seja esse o objetivo, muitos se perdem em diferentes situações em suas profissões, seus amores, seus pensamentos e ações. Quem não aprende o valor do centramento e não o coloca em prática fatalmente só vai se dar conta da sua importância ao longo dos tropeços e decepções. Dizem os especialistas em comportamento: enquanto não tivermos um projeto de vida fica complicado atingir metas, realizar sonhos. E as “cabeçadas” é que fazem muitos desistir antes da hora.

Quando falo de foco não me refiro somente ao campo profissional. Ele é necessário em todas as instâncias, não como uma camisa de força, mas sim como uma bússula para nos orientar. Quem não tem centramento no trabalho, dificilmente consegue cumprir suas tarefas a tempo e a contento. Quem não tem centramento na amizade, facilmente pode acreditar em fofocas ou desqualificar o outro com base na visão de terceiros. No amor, quem não tem o propósito de respeitar o parceiro, aprender como ele e saber perdoar, quando necessário, vai se ocupar de questionamentos nada saudáveis para a relação.

Até para absorver conhecimento, o foco é essencial. Lembro que houve um tempo em que achava que tudo era importantíssimo. Queria ler tudo, assistir a todos os programas de TV e a todos os lançamentos do cinema. Até bulas de remédio não me passavam despercebidas. Mas não demorou muito para entender que se não tivesse um foco, uma área de interesse ou pelo menos não soubesse dosar minha busca, ficaria ao mesmo tempo sobrecarregado e sem aprofundamento.

Ser uma pessoa centrada é saber fazer escolhas. E escolhas adequadas, mesmo que aos olhos dos outros não pareçam corretas. Com certeza você deve achar interessante as pessoas que são seguras daquilo que querem. Pode ser até que não tenham tanta razão, mas o fato de terem um foco as diferencia, as fazem sair na frente.

Fabiano Ferreira
Boa Noite
roseli blitzkow

Não estrague seu dia


A sua irritação não solucionará problema algum.
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.
O seus desapontamentos não fazem o trabalho
que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida.
A sua dor não impedirá que o Sol brilhe amanhã
sobre os bons e os maus.
A sua tristeza não iluminará os caminhos.
O seu desânimo não edificará a ninguém.
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve
verter em benefício da sua própria felicidade.
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais
acrescentarão nos outros um só grama de
simpatia por você.
Não estrague o seu dia. Aprenda, com a Sabedoria Divina,
a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo
sempre para o infinito bem.

André Luiz
beijos


roseli blitzkow

Para que serve uma relação?


"Uma relação tem que servir
para tornar a vida dos dois mais fácil.
Vou dar continuidade a esta afirmação
porque o assunto é bom
e merece ser desenvolvido.
Algumas pessoas mantêm relações
para se sentirem integradas na sociedade,
para provarem a si mesmas
que são capazes de ser amadas,
para evitar a solidão,
por dinheiro ou por preguiça.
Todos fadados à frustração.
Uma relação tem que servir para você se sentir
100% à vontade com outra pessoa,
à vontade para concordar
com ela e discordar dela,
para ter sexo sem não-me-toques
ou para cair no sono logo após o jantar, pregado.
Uma relação tem que servir
para você ter com quem ir ao cinema
de mãos dadas, para ter alguém
que instale o som novo
enquanto você prepara uma omelete,
para ter alguém com quem viajar
para um país distante,
para ter alguém com quem ficar em silêncio
sem que nenhum dos dois se incomode com isso.
Uma relação tem que servir para, as vezes,
estimular você a se produzir, e,quase sempre,
estimular você a ser do jeito que é,
de cara lavada e bonita a seu modo.
Uma relação tem que servir para um e outro
se sentirem amparados nas suas inquietações,
para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças
que há entre as pessoas, e deve servir
para fazer os dois se divertirem demais,
mesmo em casa, principalmente em casa.
Uma relação tem que servir para cobrir as
despesas um do outro num momento de aperto,
e cobrir as dores um do outro num momento
de melancolia, e cobrirem o corpo
um do outro quando o cobertor cair.
Uma relação tem que servir para um
acompanhar o outro no médico,
para um perdoar as fraquezas do outro,
para um abrir a garrafa de vinho
e para o outro abrir o jogo,
e para os dois abrirem-se para o mundo,
cientes de que o mundo
não se resume aos dois".



Martha Medeiros


Feliz sábado amadinhos
beijinhos doces

Low


Bom Dia!!!!


"Colha o dia que se inicia
como quem colheu uma flor
que nunca se repetirá."

Rubem Alves

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O gênio e as rosas


Todos conhecemos muitas histórias e piadas de gênios da lâmpada. Essa é uma parábola interessante sobre um gênio extravagante.

Em uma casa, encontravam-se três amigos. Eles eram muito diferentes um do outro, com personalidades fortes, mas gostavam de estar juntos, talvez porque se com­plementassem. Um era muito generoso, o outro era muito ingrato e o último era um conformado.

Quando viram o gênio, todos ficaram animados.
Lembravam-se das histórias infantis, nas quais o gênio sempre realizava três desejos. Imediatamente um deles perguntou:
- Gênio, O que você nos traz?
- Rosas! - disse o gênio.

Abriu seus braços e apareceram três belos bu­quês de rosas. Entregou um para cada homem e logo desapareceu. Os amigos se entreolharam, desapontados. Não compreenderam o presente.

Não demorou para cada um tomar o seu rumo e deixar a casa.
O ingrato foi o primeiro a sair; maldizendo sua falta de sorte. A primeira vez que encontra um gênio e a única coisa que ganha são umas rosas estúpidas. Jogou o buquê ali mesmo no caminho.
O conformado, embora desapontado com o presente, resolveu levar as flores para casa e as pôs num jarro.

O generoso, dono da casa, ficou feliz por ter encontrado um gênio e mais ainda por ter ganhado um presente. Saiu pela vizinhança distribuindo rosas. Estava tão contente com a possibilidade de partilhar seu presente com os outros que nem percebeu que as rosas nunca terminavam. Quanto mais distribuía, mais rosas apareciam em seus braços. Depois de al­gumas horas, voltou para casa, com um buquê muito maior; mais belo e perfumado do que o original.

No dia seguinte, os amigos se reuniram e comen­tavam o que havia acontecido no dia anterior. No­vamente o gênio aparece.
- O que você deseja? -perguntou um dos amigos.
- Eu desejo que as rosas de vocês se transformem em ouro! - respondeu o gênio.

O homem generoso olhou para trás e viu a sua casa cheia de ouro. Sobre a mesa, sobre o armário, no quarto... Por todo lugar havia ouro.
O conformado, ao regressar para sua casa, en­controu sobre a mesa um vaso cheio de ouro.
O ingrato até tentou voltar ao local onde havia jogado as rosas, mas ali não havia mais nada, alguém já tinha recolhido as rosas que se transformaram em ouro e ele ficou sem nada.

Para refletir:
As rosas da parábola podem simbolizar várias coisas em nossa vida. São a amizade, o amor, a ge­nerosidade, as virtudes etc.

Quando se trata desses belos gestos e sentimentos, quanto mais damos, mais recebemos em troca. O ingrato, que não valoriza seus amigos, sua família, seus dons, nunca vai desenvolvê-los. Vai acabar sem nada, solitário. O conformado, que não procura desenvolver seus dons, que não se preocupa em crescer, terá retribuição, mas sempre em pouca medida. Ficará nas relações superficiais, nas amizades formais. O generoso, no entanto, que não tem medo de entregar-se nas relações, que não tem medo de arriscar-se no aprimoramento de seus dons, que procura uma vida virtuosa, receberá tudo em dobro.

Pense nisso e mude sua atitude.

Darlei Zanon

maria tereza cichelli

quinta-feira, 31 de maio de 2012

*.¸¸.*☆ Com água e sabão☆ ¸¸.*


Rostinho bonito envelhece, maquiagem sai com água, pele bonita enruga, unhas grandes cortam, corpo lindo cai, mas o caráter fica.
Boa Noite
Roseli Low

Derretendo o gelo


As palavras morrem na porta da garganta e não saem. A mão caminha à procura de um afago ou de uma outra mão, mas não chega a lugar nenhum. Pensamos em tomar uma atitude, mas não tomamos. Medo de rejeição. Medo do não, que doeria mais que uma bofetada.

A barreira invisível que nos separa das pessoas que mais amamos se transforma em gelo com o passar dos anos. Geralmente começa na infância, onde as manifestações de carinho são dadas através de outras coisas que beijos abraços e eu te amo. O amor existe, ele está lá, indubitavelmente, mas ele se apresenta de outras maneiras. Quem nunca teve um tio, pai, mãe ou parente que sabe que ama, mas que não consegue dar um abraço caloroso porque alguma coisa impede essa aproximação? Isso acontece mesmo entre irmãos.

O pior é quando tomamos a atitude de romper essa barreira e a outra pessoa se torna uma estátua de gelo nos nossos braços, sem saber o que fazer. O sentimento de rejeição que sentimos, ainda que rejeição não seja, pode desmoronar nossa decisão de ter dado um passo à frente. É necessário muito amor para olhar nos olhos dessa pessoa e dizer que você gosta dela, mesmo se esse sentimento é claro e evidente. É necessário dar à outra pessoa o tempo necessário para se acostumar e se moldar a esse novo modo de vida, essa nova maneira de ser.

É simples! Para se derreter o gelo, nada melhor que o calor. Não, talvez seja óbvio, mas simples não é. Não na vida, não com os sentimentos. Não existe fósforo e nem isqueiro emocional. Há um coração e é dele que precisa surgir a primeira chama. Só dele pode emanar calor suficiente para derreter o gelo da indiferença, para derrubar a barreira que nos impede de estar mais próximos das pessoas, principalmente daquelas que amamos e sabemos que nos amam, mesmo se não expressam isso com gestos e palavras carinhosas.

É sabido de todos que o calor derrete gelo,certo, mas da maneira certa. E se nõ derreter, é porque não era gelo, era pedra mesmo.

Quando você estiver com alguém que você ama e que te ama e seu coração acelerado te disser para transformar em gestos o que você sente por essa pessoa, não tenha medo. E não espere receber retorno imediato, não fique decepcionado se a pessoa ficar "em estado de choque." Dê a ela o tempo de se acostumar, olhe em seus olhos e em outras oportunidades, tente novamente.

Com o tempo você vai sentir que o gelo começa a derreter-se e que a pessoa se abandona, talvez ainda seus braços te cerquem e te apertem. Talvez até lágrimas surjam, mas serão lágrimas de felicidade.

E se depois de ler tudo isso, você perceber que é a pessoa que está do outro lado, não pense que é anormal. Somos todos a conseqüência de uma educação. Deixa-te envolver pelo calor que te invade e você vai perceber que de você mesmo vai emanar o carinho que poderá mudar tudo ao seu redor.

Letícia Thompson


maria tereza cichelli

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Essência


Às vezes sofremos desilusões
por conta das mentiras que as pessoas contam.
É preciso ter preparo para isto.
As pessoas mentem, e isto é um fato.

Mas é preciso, também,
saber separar o joio do trigo.
Há pessoas que mentem, deliberadamente,
porque querem o teu mal.
E há aquelas que mentem
porque gostariam de te ver melhor,
ou de serem melhores pra você.

Algumas pessoas podem achar
que a realidade pode ser apresentada melhor
se fantasiada um pouco,
e aí a mentira é quase inocente,
mais assemelha-se a um desejo ou a um sonho,
e não se deve subjugar
o valor destas pessoas por isso.

Em alguns casos,
podemos dizer que a mentira é como uma casca,
que uma vez descoberta,
deve apenas ser jogada fora.

Nas pessoas,
assim como em um bom perfume,
o que vale não é o frasco,
mas a essência.

Augusto Branco


maria tereza cichelli

terça-feira, 29 de maio de 2012

A história do amor


Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos...

A Alegria;
A Tristeza;
A Vaidade;
A Sabedoria... e todos os outros sentimentos.

Por fim, o Amor...

Mas um dia foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos se apressaram para sair da ilha, pegaram seus barcos e partiram.

Mas o Amor ficou, pois queria ficar mais um pouco na ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda.

Nisso vinha a Riqueza e o Amor disse: - Riqueza leva-me com você? - Não posso ajudar, Amor você está todo molhado e poderia estragar meu barco!

Então o Amor pediu ajuda a Tristeza: - Tristeza, deixe-me ir com você? - Ah Amor! Estou tão triste que prefiro ficar sozinha ...

Também passou a Alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar.

Já desesperado, o Amor começou a chorar, foi quando uma voz lhe chamou:
- Venha Amor, eu levo você! Era um velhinho, mas o Amor ficou tão feliz que esqueceu de perguntar seu nome.

Chegando do outro lado da margem, ele perguntou à Sabedoria:
- Sabedoria, quem era aquele velhinho que trouxe-me até aqui? - Era o Tempo.
-Mas porque só o Tempo me trouxe?

A Sabedoria respondeu: - Porque só o Tempo é capaz de ajudar, entender e valorizar um grande Amor!!!

Pe. Jesus Bringas

maria tereza cichelli

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tenha fé em si mesmo, e busque aperfeiçoar- se.


SE alguém lhe mostrasse uma semente
escura e feia, dizendo que dentro dela
havia bela e perfumada flor, você acreditaria,
porque sabe que da semente nasce a
planta que produz a flor.

Pois bem, acredite também que, dentro
de você, por mais imperfeito que seja,
nascerá, purificada e bela, a sua alma
imortal que alcançará a felicidade!

Tenha fé em si mesmo, e busque aperfeiçoar-
se.

Livro : Minutos de Sabedoria


maria tereza cichelli
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